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sábado, 16 de novembro de 2013

A Mente & o Gerenciamento de suas Funções #2



. segunda parte .


Por Fernando Liguori


[Satsanga realizado durante os nove meses do Curso de Aprofundamento em Yoga ministrado pelo Instituto Kaula em 2011.]


A função de citta

A segunda função de mahat é citta, o aspecto da mente que abrange a memória, o inconsciente profundo, o solo onde as sementes dos saṃskaras são plantadas e nutridas. A atividade de citta opera em função das memórias e experiências obtidas no curso da vida e que se tornaram parte de nosso entendimento, natureza ou svabhava.

Quando olhamos para um objeto, citta torna-se ativa e busca nos arquivos da memória onde aquele objeto já foi visto. É a sua função trazer a clara luz o arquivo da memória onde aquela experiência estava guardada, mesmo que tenha ocorrido há muitos anos. O evento passado é recordado e experienciado novamente no presente, com toda clareza e pessoas envolvidas. Em uma fração de segundos o objeto é identificado! Neste momento, o arquivo da memória tornou-se parte da experiência presente.

É citta quem decide o que é desejável ou não para nós. Nossas memórias do passado nos ajudam a compreender melhor as interações do presente. Se olharmos um objeto que nunca tivemos contato, ele não terá significado ou utilidade para nós, mas se já tivemos alguma experiência com ele, imediatamente a memória trará lembranças de como utilizá-lo. Uma faca pode ser utilizada para cortar vegetais, esfaquear alguém ou servir como instrumento de corte em uma operação para salvar uma vida. Contudo, se não tivermos nenhuma memória destas três funções da faca, não seremos capazes de utilizá-la. Se você utiliza a faca apenas para cortar vegetais e nunca esfaqueou ninguém, então essa memória não estará impressa na fita de sua memória, citta. Portanto, a conexão com o mundo, os sentidos e seus objetos, o reconhecimento do meio ambiente, escolhas, gostos e desgostos, ocorrem por meio de citta na medida em que ela traz a tona impressões passadas e memórias.

Citta é o campo de atuação ou contém as expressões de prazer e dor. A experiência de prazer ou dor não está sob a atividade de buddhi ou manas, mas sim de citta. Uma lembrança da infância pode ser prazerosa ou dolorosa e seja lá onde ou quando essa memória precipitar, sua emoção correspondente também se precipitará. Uma memória prazerosa trará felicidade; uma memória dolorosa trará sofrimento. Dor e prazer, portanto, surgem de citta. Quando alguém lhe pergunta, «como está se sentindo?» e você responde, «estou feliz», não é manas, buddhi ou o ego falando, mas citta analisando e respondendo. Citta lhe incita a dizer, «estou feliz», pois ela analisou o momento como bom ou ruim através das experiências passadas. Citta aprecia e nega; ela define o que é bom e o que não é; ela é responsável por suas associações: às vezes se associa e às vezes se desassocia, dependendo daquilo que ela vê como bom ou ruim, prazer ou dor.

O gerenciamento de citta através da meditação

Muitos problemas psicológicos têm suas raízes em citta; eles não estão enraizados nos reinos de buddhi ou nos domínios de manas, muito menos são uma expressão do ego. Muitos problemas psicossomáticos estão firmemente enraizados em citta. Existe uma história que aconteceu com um médico australiano que chegou no aśram de Swami Satyananda na década de setenta que ilustra esse tópico.

O médico em questão sofria de asma desde a infância. Naquele período, a medicina não oferecia quase nenhum tipo de ajuda. Portanto, os medicamentos disponíveis não ajudavam muito o pequeno menino. Na medida em que crescia, tomou a decisão de se formar em medicina e se especializar em doenças que acometiam o sistema respiratório, a fim de que pudesse, ele mesmo, vencer a doença. Contudo, a asma só se agravava na medida em que ficava mais velho.

Em 1976 ele conheceu Swami Satyananda e tornou-se seu discípulo. Na época, swamijī disse a ele, «até o momento você usou inúmeros medicamentos que não surtiram efeitos, não é mesmo?» O médico respondeu, «é verdade, todo medicamento que tomei falhou em me ajudar a vencer a asma.» Swamijī disse, «a partir desse momento medite.» O medico iniciou uma prática meditativa que incluía āsana, prāṇāyāma e o estilo de vida yogī em um aśram.

Um dia ele teve um flash, uma visão durante sua meditação. Uma memória precipitou-se na superfície da mente onde ele se viu como um bebê nos braços de uma babá. A babá lhe forçava uma comida que ele não desejava garganta abaixo. Ela lhe ameaçava, «se você não comer eu vou contar a sua mãe e ela lhe colocará de castigo.» Como um bebê ele não podia analisar ou entender o que ela dizia, mas escutou as palavras «castigo», «contar» e «mãe». Então engoliu a comiga e um bloqueio se formou.

Essa foi a causa de sua desordem respiratória. Depois de descobrir essa memória durante a meditação, ele se viu livre do constrangimento dos sintomas da doença. Tornou-se um swami renomado e autor de livros inspirados como O Gerenciamento da Asma & Diabetes Através do Yoga. Quando retornou a Austrália, se submeteu a alguns testes e descobriu estar livre da asma. Essa é a história de Swami Shankardevananda Saraswati.

O que esse incidente indica? Uma memória em citta tornou-se a causa de seu problema de saúde. Quando ele reconheceu essa memória, imediatamente a causa do problema foi reconhecida e removida. Ocorreu uma aceitação consciente de algo que tivera acontecido há muito tempo, o que o levou a encontrar paz em seu interior. Essa é a função de citta.

Gostos e desgostos também são uma função de citta. Quando dizemos, «eu gosto disso, eu não gosto daquilo, desejo isso, não desejo aquilo», é uma expressão de citta. As memórias nos permitem apreciar, gostar, aceitar e desejar da mesma maneira que rejeitar, negligenciar, desgostar e não desejar. Quando vamos a um restaurante e pedimos o cardápio, selecionamos imediatamente os sabores que experimentamos e apreciamos anteriormente. Se nos é oferecido algo novo, a tendência imediata é hesitar. Podemos vacilar, «talvez eu não goste disso» ou «sei lá se isso é ruim». Na medida em que não temos a memória, a dúvida surgirá. Uma vez que já tenhamos memória de algo, a resposta sempre é clara.

Para gerenciar as manifestações e expressões de citta, o caminho é a meditação. Quando swamijī instruiu o médico na prática da meditação, os véus de sua mente caíram um a um e ele pode ver a memória de sua infância e descobrir a causa de sua doença. Uma condição que não pode ser curada através de nenhum medicamento foi superada através da meditação. Swami Satyananda sabia que a doença que lhe acometia não era de natureza fisiológica, ele sabia que ela estava enraizada em citta, em uma impressão, uma memória. As escrituras do Yoga nos ensinam que devemos meditar com regularidade para gerenciar as atividades de citta e a percepção dos gostos e desgostos que surgem dela.

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sábado, 9 de novembro de 2013

Yoga & o Gerenciamento da Mente



Por Fernando Liguori


[Satsanga realizado durante a abertura do Curso de Aprofundamento em Yoga ministrado pelo Instituto Kaula em 2011.]


O Yoga é a filosofia da expansão da consciência e liberação das energias e potenciais. Como conquistar e passar por esta experiência sempre foi à busca fundamental da humanidade. Vamos começar do início.

Nós nascemos neste corpo, mas qual é a nossa real experiência de vida? Como compreendemos a vida e como melhoramos a qualidade de nossas vidas? Muitas pessoas têm definido a experiência da vida como consciência e energia interagindo com o mundo dos objetos e os sentidos. As pessoas têm tentado definir a consciência, a mente e como os sentidos, desejos e ideias influenciam nossa personalidade. Vamos observar este processo de um ângulo diferente. A vida que vivemos, a vida que experimentamos, é uma expressão de nossa mente. Nós vivemos de acordo com os ditames de nossa mente. A filosofia que aceitamos e vivemos está incrustada em nossa mente. Se você está feliz com sua vida, então sua mente é feliz. Se você está sofrendo, este é um reflexo da natureza negativa predominante na mente em dado momento. A dor e o prazer ou a ignorância e a sabedoria que experienciamos são expressões da mente. De acordo com os princípios do Yoga, a mente tem de ser gerenciada para que possa se tornar mais criativa, dinâmica, vibrante e desperta.

A descrição clássica do Yoga é um método de gerenciamento da mente. Muitas pessoas têm definido o Yoga como a união da consciência individual (ātman) com a consciência mais elevada (Brahma). Muitas pessoas têm experienciado o Yoga na forma de exercícios físicos, o que provê uma experiência de completude e bem-estar. Muitas pessoas têm praticado meditação, descobrindo que são capazes de gerenciar suas mentes, problemas, fobias, complexos e inibições de maneira mais efetiva, desenvolvendo maior entendimento acerca de si mesmas.

O Yogasūtra de Patañjali, o texto clássico e de maior autoridade sobre o assunto, define o Yoga em três afirmações específicas. Há cinco mil anos foi perguntado ao ṛṣī Patañjali: «O que é Yoga?» Ele respondeu: «O Yoga é nada além de autodisciplina.» A ele perguntaram novamente: «Qual é o resultado final desta disciplina?» Ele disse: «Através da disciplina yogī é possível gerenciar as diferentes manifestações da mente que limitam nossas capacidades.» E o resultado? Patañjali diz que «então você realizará sua verdadeira natureza.»

A influência das qualidades e fraquezas

Os seres humanos possuem naturezas predominantemente diferentes que alteram o comportamento normal e os padrões da mente. De uma perspectiva yogī, a personalidade é governada por certas qualidades inerentes. Estas qualidades são conhecidas como clareza mental, força de vontade, consciência, concentração e entendimento, bem como a aplicação da sabedoria, positividade e otimismo no dia a dia. A força da mente é a discriminação, o conhecimento da diferença entre o que é certo e o que é errado. Um comportamento positivo e criativo reflete a qualidade natural da personalidade e funções da mente.

Entretanto, nossas fraquezas conduzem mais a nossa mente do que nossas qualidades. Estas fraquezas são o medo, insegurança, inibição, pensamento turvo, comportamento inapropriado, ideias e conceitos mal entendidos, egoísmo e ignorância. Normalmente nos encontramos tão imersos em nossas fraquezas que nos esquecemos de nossas qualidades. Os medos, obsessões, inseguranças e complexos se manifestam mais do que o otimismo e as qualidades criativas.

Nosso comportamento é influenciado por estas fraquezas. Quanto mais fraca é a pessoa, mais egoísta ela se torna. Quanto mais forte é a pessoa, mais abnegada ela se torna. Se você é uma pessoa insegura, então tentará construir uma imagem diferente de si mesmo, uma imagem otimista que transmita o quão forte você é. Contudo, quanto mais você tenta manter esta imagem de que é uma pessoa segura e não se abala pelas influências externas, mais egoísta se torna. Mas se você é uma pessoa positiva, otimista, dinâmica e criativa, não há nada com o que se preocupar. Você não é o centro do mundo, mas um participante da grande aventura da vida. Na medida em que se torna mais desapegado nada pode conectá-lo a uma imagem egoísta. Abnegação, desapego na mente, na vida, significa que você é capaz de compreender e apreciar o sofrimento, necessidades e aspirações de outras pessoas a fim de auxiliá-las a atingir a completude. A natureza é abnegada. As árvores não comem seu próprio fruto e o rio não bebe sua própria água; isso é somente para os que têm fome e sede. Nem mesmo os animais vivem com a mesma consciência do ego auto-centrado como os seres humanos.

Gerenciando ambições e necessidades

A ambição é outro importante componente. Quais são as nossas ambições e necessidades? É o papel da ambição apenas satisfazer nossas necessidades e promover a sensação de satisfação e felicidade? Existem ambições práticas e ambições nada práticas. As ambições práticas são baseadas em nossas necessidades e no impulso de satisfazê-las. Ambições nada práticas são aquelas baseadas nos impulsos que buscam mais poder e ambição, um verdadeiro jogo em nosso interior. Existem ambições paralelas, mas não somos capazes de distinguir entre as necessidades e as ambições. De um lado nós possuímos qualidades e fraquezas e do outro, ambições e necessidades. De um lado as fraquezas se tornam predominantes e nos tornamos inconscientes de nossas qualidades. Nos tornamos pessoas confusas sem saber o que fazer ou como gerenciar as situações da vida. Do outro lado, as ambições se tornam predominantes e passamos a ignorar muitas de nossas necessidades.

Se você olhar para si mesmo objetivamente, notará que seus medos e inseguranças representam suas fraquezas e seu desejo por se tornar algo na vida representa sua ambição. Olhando atentamente a sociedade notamos que nos hospitais, médicos, psiquiatras e psicoanalistas, todos, sem exceção, lidam com as áreas da vida que perdemos controle. Um bom psiquiatra ou psicoanalista irá nos auxiliar a encontrar nossas qualidades para que possamos superar as dificuldades, o que indica que perdemos contato com nossas qualidades internas inerentes como o positivismo e o otimismo. Nós também perdemos a consciência de nossas necessidades e nos encontramos na busca por uma miragem da felicidade em uma competição insana.

Bem, nós temos de viver com nossas mentes e temos de usá-la para melhorar a qualidade de nossas vidas. Nossa discussão aqui não é sobre como gerenciar nossos pensamentos, emoções, desejos ou expectativa, mas ao contrário, como gerenciar as qualidades, fraquezas, ambições e necessidades que influenciam a natureza de nossa personalidade e governam as expressões e manifestações de nossas mentes. Se um destes quatro padrões for forte, então nosso comportamento, construtos de pensamento, emoções, vontade e expectativas serão influenciadas. Aqui o Yoga oferece um sistema muito claro de meditação.

Meditação: um estado de mente, não uma prática

No Yoga, a meditação «dhyāna» é o sétimo passo, não o primeiro. Quando entramos para escola, primeiro temos de cursar o ensino fundamental, depois o ensino médio e então a universidade. É um avanço em graus. O Yoga deve ser tratado da mesma maneira. No caminho, você tem de começar com o primeiro passo, não com o sétimo, pulando as outras etapas. Contudo, existem pessoas tão entusiasmadas com a prática da meditação que querem começar no sétimo estágio. Eles praticam algumas técnicas de concentração e meditação e enquanto a prática se parece satisfatória, eles ainda se mantêm presos nos mesmos padrões e conflitos mentais. Isso é possível? É possível meditar verdadeiramente e ainda sim a mente estar vagueando delirante e sem controle algum?

Sob uma perspectiva yogī, a meditação não pode ser ensinada ou praticada. A meditação é um estado de experiência, um estado de mente. Quando você se deita para dormir, a noite, imediatamente entra para um estado onde não se encontra consciente de si mesmo ou de que está dormindo. Ocorre uma dissociação completa entre você, o tempo, o espaço e os objetos. Quando acorda, imediatamente toma consciência de si mesmo, de sua personalidade, do ambiente e do mundo. Assim como o sono e o estado de vigília são um estado de mente, da mesma maneira a meditação é um estado de mente. Portanto, a meditação não pode ser praticada. Nós temos de retraçar e reeducar a personalidade e a mente. O processo do desenvolvimento de um estado meditativo começa com a consciência até a concentração.

Relaxamento

No Yoga, a sequência para aperfeiçoar as diferentes naturezas da mente é pratyāhāra, relaxamento e o desenvolvimento da consciência, seguido por dhāraṇā, a concentração. Pratyāhāra é o início de um entendimento interior de nossa verdadeira natureza. A prática de pratyāhāra começa no relaxamento. Normalmente, nos encontramos psicologicamente tensos, mas em um nível muito sutil, imperceptível para mente consciente. A mente consciente, a mente que interage com o mundo, está apenas consciente das áreas que estão predominantemente sob o escopo da consciência. Neste exato momento, existem pessoas distintas, sons e movimentos dentro desta sala, mas você está focado na preleção e portanto não está consciente das experiências periféricas. Se você for gravar uma música em um estúdio terá de usar um computador para tirar os sons de fundo, mudando a qualidade do som para que ele fique limpo.

Similarmente, em pratyāhāra, o primeiro estágio é o relaxamento, onde você se torna consciente de si mesmo e filtra o material residual que obscurece sua percepção. Neste caminho você consegue relaxar as tensões psicológicas e inconscientes que atrapalham sua criatividade. As pessoas que praticam relaxamento e cultivam um estado de consciência tornam-se diferentes em suas atitudes, o processo pensante e entendimento da vida. No relaxamento, começamos por desenvolver a consciência e nos movemos ao entendimento das diferentes situações da vida, em todos os aspectos. Essa é a primeira prática ou estágio a ser aperfeiçoado antes de passar ao próximo, que é a concentração.

Concentração

Concentração, dhāraṇā, significa foco nos processos mentais e energias. Também significa identificação total. Existe a história de um professor que decidiu testar a habilidade de seus estudantes na arte da arquearia. Ele colocou um pássaro no galho de uma arvore. De um a um, chamou seus estudantes, pedindo que pegassem o arco e a flecha e mirassem no olho do pássaro. Quando os estudantes estavam prontos para lançar a flecha, o professor perguntava o que eles estavam vendo. Alguns diziam «eu vejo o senhor», outros «eu vejo a árvore e o pássaro» e ainda outros diziam «eu vejo o pásaro, a mata, o céu e as nuvens». Nenhum destes estudantes passou no teste. Contudo, apenas um estudante quando foi inquirido pelo professor foi capaz de dizer: «não vejo nada além do olho do pássaro que tenho de acertar». Este passou no teste. Coloque a si mesmo nesta posição. Se você vê tudo, isso representa um estado disperso de mente, incapaz de focar o alvo. O estudante que apenas viu o olho do pássaro logicamente via tudo, como seus colegas, mas sua concentração estava direcionada apenas em um ponto. Este é o estado de concentração.

Se cada um de vocês conseguir atingir este estado de concentração, irão experimentar a paz absoluta em toda parte, mesmo no meio de um tumultuado conflito. De outra maneira, vocês nunca encontrarão a paz, mesmo na mais remota das cavernas no alto dos Himalaias. Swami Satyananda dizia que não há paz nos Himalaias da mesma maneira que não existe alarde e confusão no mundo. Onde quer que esteja, a paz estará dentro de você e na expressão de sua mente. O Yoga ocupa-se do relaxamento e da concentração na forma de pratyāhāra e dhāraṇā. Essa reeducação da mente que ocorre nos estados meditativos pode acontecer espontaneamente, sem esforço, no curso do tempo. A meditação permite nos tornarmos nós mesmos de uma vez por todas.

A vida é uma expressão da mente

O propósito da meditação é atingir um estado de equilíbrio onde quer que estejamos, capazes de gerenciar o comportamento da mente que se manifesta como um super-entusiasmo ou a falta total dele, confiança em si mesmo ou total falta de confiança. Para atingir esta meta, é necessário seguir a sequência definida pelo Yoga e não pular direto a sétima etapa da prática. Se você seguiu a sequência de auto-observação e o cultivo da consciência de forma apropriada, será capaz de compreender seu envolvimento e interação com o mundo dos sentidos e objetos. Se você for capaz de se conectar com suas qualidades e superar suas fraquezas e ainda compreender a diferença entre suas necessidades e ambições, então será capaz de melhorar a qualidade de sua mente e portanto de sua vida. Este é o ensinamento clássico e tradicional do Yoga passado a frente de geração a geração através de mestres ou seres iluminados. A vida é uma expressão da mente. Se pudermos cultivar qualidades mentais como a positividade, criatividade e otimismo, então toda experiência de vida muda. O Yoga provê esta centelha de inspiração. Utilizem essa centelha do Yoga para iluminar suas mentes, clareando suas vidas fazendo com que vivenciem felicidade e completude.

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